Ágio e deságio: entenda esses conceitos e por que conhecê-los!

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Aprender sobre investimentos e mercado financeiro envolve conhecer conceitos variados e expressões específicas da área. Dessa forma, antes de começar a investir, é importante conhecer termos diversos — como o ágio e o deságio.

Os dois, de certa forma, se complementam e fazem parte dos jargões do mercado de investimento, tanto em renda fixa quanto em variável. Além disso, os termos estão relacionados às taxas e condições de uma transação financeira ou aporte.

Neste artigo, você verá a definição de ágio e deságio, como funcionam e como podem afetar seus investimentos. Confira!

O que é ágio?

O termo ágio é usado no mercado de investimentos para determinar o valor adicional recolhido em operações financeiras. Para exemplificar, imagine que um título teve um custo específico no momento da aquisição e, depois, esse valor aumentou.

Nesse cenário, o ágio será a diferença entre os dois valores praticados. Assim, o conceito é usado principalmente na compra e venda de títulos, mas também pode ser aplicado a outras relações comerciais.

Vale saber também que o conceito de ágio pode ser entendido quando se pensa em uma dívida ou parcelamento. Por exemplo, há ágio em uma compra dividida em 6 vezes com juros em que o valor final é superior ao montante original.

O que é deságio?

Você já aprendeu que o ágio é um valor adicional recolhido em operações financeiras. Por outro lado, existe também o deságio, que indica o desconto sobre o valor de um determinado ativo ou bem.

Esse termo também pode ser usado para caracterizar a desvalorização de investimentos, como títulos, ativos, moedas, contratos futuros e arbitragem. Já em termos financeiros, ele trata da diferença negativa entre o preço de negociação do produto em relação ao seu custo inicial.

Quando o ágio e o deságio podem aparecer no dia a dia?

Como você viu, o ágio e o deságio podem acontecer em transações diversas. Inclusive, ao investir — como você verá adiante. Contudo, os conceitos também estão presentes em situações cotidianas, como no momento de fazer compras parceladas ou à vista, tomar empréstimo, entre outras.

Assim, vale a pena entender melhor os impactos que ele traz para o dia a dia. As parcelas acordadas de um empréstimo, por exemplo, costumam apresentar um ágio. Ou seja, taxas e custos adicionais que devem ser pagos pelo contratante.

Na antecipação de recebíveis a empresas, por outro lado, é comum que haja um deságio cobrado pela instituição responsável pela antecipação em relação aos valores antecipados.

Como funcionam no âmbito dos investimentos?

No universo de investimentos, o ágio e o deságio dependem do mercado financeiro e do próprio título, ativo ou derivativo. Na bolsa de valores, quando ocorrem quedas generalizadas, é comum que aconteça a desvalorização de diversos papéis.

Entretanto, também podem acontecer deságios por questões específicas de uma empresa ou ativo, por exemplo, ainda que o restante do mercado não tenha sofrido impactos. Nesse caso, o deságio pode ser resultado de problemas no gerenciamento, governança ou baixa liquidez.

Já em relação aos títulos públicos ou privados, por exemplo, existe uma precificação diferenciada de compra e venda no mercado secundário. Dessa forma, eles podem sofrer ágio ou deságio, conforme as condições do próprio mercado.

Veja abaixo como cada conceito funciona em cada uma dessas situações!

Títulos públicos do Tesouro Direto

Uma característica dos títulos públicos é a liquidez diária, pois o Governo se compromete em recomprá-los a qualquer momento. Isso permite que investidor se desfaça deles antes da data de vencimento com maior facilidade.

Entretanto, esses títulos se expõem à marcação a mercado. Isso significa que o preço pago pelo Governo na recompra considerará as condições do mercado atual, podendo apresentar ágio ou deságio em relação à taxa combinada.

Portanto, ao se desfazer da aplicação antes do vencimento, é possível ter ganhos ou perdas nos rendimentos. Vale destacar que isso acontece principalmente no Tesouro Prefixado e no IPCA+, tendo menor incidência no Tesouro Selic.

Também é possível identificar ágio e deságio nos títulos privados no mercado secundário.

Nos investimentos em ações

Também é possível identificar o ágio e deságio no mercado de ações. Um exemplo é o caso de ativos negociados a um valor inferior ao seu valor patrimonial. Nesse caso, o ativo — uma ação, por exemplo — está sendo negociado com deságio. Ou seja, com desconto.

Dessa forma, você, enquanto investidor, pode ter a oportunidade de comprar ações por um preço inferior ao seu valor intrínseco. Ao fazer isso, você estimula a possibilidade de rentabilidade da sua carteira ao longo do tempo.

Porém, como você viu, vale destacar que os conceitos também se aplicam às cotas de fundos de investimentos, títulos de renda fixa e outros ativos ou derivativos do mercado financeiro.

Como o ágio e o deságio podem afetar seus aportes?

A importância de saber sobre ágio e deságio também se relaciona com a forma como eles podem impactar suas escolhas financeiras. Ou seja, entender sobre o assunto pode direcionar sua tomada de decisão ao investir e, até mesmo, aplicar os conceitos a seu favor.

É possível, por exemplo, comprar ativos com deságio visando lucros no futuro. Seja na renda fixa ou na renda variável, há oportunidades que podem ser aproveitadas.

Na renda fixa, existem diversos títulos que podem ser adquiridos com desconto — oferecendo potencial de maiores rentabilidades para a sua carteira. É o caso, por exemplo, de determinados certificados de recebíveis imobiliários (CRI) e do agronegócio (CRA).

Portanto, se você investe, fique atento às possibilidades de investimentos com deságio que podem aparecer. Assim, você tem a chance de ampliar os rendimentos do seu portfólio e acumular patrimônio.

Neste artigo você pôde entender melhor o que é ágio e deságio, além de compreender como funcionam e quando estão presentes no seu dia a dia. Portanto, lembre-se de considerá-los na hora de fazer seus investimentos — buscando oportunidades mais atrativas.

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