Barter: o que é e como funciona essa operação?

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É comum ouvir que novas técnicas e tecnologias surgiram para fomentar o agronegócio brasileiro. Além disso, novos modelos de negócio aparecem para ampliar as oportunidades, melhorar resultados e trazer maior competitividade de mercado. Um exemplo importante é a operação barter.

Com o crescimento da produção agrícola, o consumo de insumos também aumenta. Nesse sentido, é possível contar com essa solução para que o produtor rural atinja essa produtividade e os resultados esperados.

Neste artigo, você conhecerá o conceito de barter e como funciona essa operação que é bastante importante para o setor agrícola brasileiro. Continue a leitura e confira!

O que é barter?

O agronegócio brasileiro pode contar com a operação barter para fomentar o desenvolvimento do setor. Trata-se da aquisição de produtos, máquinas ou insumos agrícolas por um produtor rural, utilizando a sua produção futura como pagamento a prazo.

Nesse caso, a operação é feita entre o produtor e a empresa que fornece os insumos. O processo também envolve a intermediação de uma compradora das commodities, chamada trading. Assim, não se trata de uma simples troca de um produto por outros.

Na prática, o barter envolve pagamentos financeiros e a participação de fornecedores, agroindústrias, etc. Contudo, embora tenha surgido nos anos 1990 para expandir os negócios das tradings no cultivo de soja, a operação foi se popularizando gradualmente.

Para o produtor agrícola, a operação é uma garantia de venda sem variação de preços e sem precisar utilizar recursos próprios. Isso porque a negociação é feita com antecedência, determinando todos os valores da transação.

Como funciona uma operação barter?

A operação barter é baseada em um documento chamado Cédula de Produto Rural (CPR). Ele possui validade legal porque é registrado em cartório, o que é essencial para as operações de crédito do agronegócio.

Desse modo, o produtor agrícola utiliza uma parte da sua colheita futura como garantia para a aquisição de produtos, máquinas ou insumos. Ou seja, é uma compra antecipada do que for necessário para a produção, mas sem pagar nada no momento da negociação.

O produtor rural, então, assina o CPR e se compromete a entregar a parte da sua próxima colheita como pagamento pelos produtos. Com isso, a cooperativa ou empresa que negocia com o produtor tem uma garantia de receber pelo negócio.

Aqui, as tradings entram como compradores finais dos insumos agrícolas. Elas definem o valor a ser pago em forma de insumos, realizam o pagamento financeiro para os fornecedores e, por fim, recebem as mercadorias garantidas pelo produtor.

Vale ressaltar que a operação barter permite a troca de diferentes tipos de commodities, como soja, milho, café e algodão. Além dos distribuidores, empresas que produzem maquinário agrícola também podem fazer negociações pelo barter.

Por esse motivo, os produtores rurais também podem adquirir máquinas para aumentar a produtividade no plantio sem a troca monetária.

Quais as vantagens dessa operação?

Depois de saber o que é e como funciona a operação de barter, vale saber quais são suas vantagens para os produtores rurais. Confira as principais:

Compra facilitada de produtos, máquinas e insumos agrícolas

O maior benefício da operação para o produtor é a compra de maquinários e insumos agrícolas. Eles incluem fertilizantes, sementes, combustível, defensivos, entre outros, sem a necessidade de dispor de capital financeiro.

O processo evita que o produtor tenha que recorrer a empréstimos ou ao crédito rural, que resultam em juros. Além disso, a operação garante que parte da colheita será vendida por um preço definido anteriormente.

Facilidade no armazenamento da produção

Outra vantagem está relacionada ao armazenamento da produção. Afinal, os produtores têm gastos elevados com o escoamento da safra. Com a operação de barter, o trading ou a indústria — que são os compradores finais — já possuem estruturas para armazenamento das colheitas.

Aumento da competitividade

A operação também permite que novas oportunidades de negociação surjam com diversos compradores. Ou seja, é possível garantir a venda da safra com menos riscos e sem as variações de preços.

Com isso, o produtor tem menos riscos de prejuízos e custos reduzidos, ganhando competitividade no mercado. O restante da safra — que não foi utilizada na operação de barter — pode ser negociada com novos compradores, aumentando o alcance no mercado.

Os insumos negociados podem, até mesmo, servir como investimento no próprio negócio, com foco no desenvolvimento.

Quais são os riscos dessa operação?

Além das vantagens apresentadas, é importante conhecer o principal risco da operação barter. Em relação ao produtor agrícola, ele não tem como saber qual será a produtividade daquela safra, pois a lavoura ainda não foi plantada.

Portanto, é fundamental realizar bons cálculos de estimativa de produção e monitorar seus cultivares. Isso ajuda a evitar perdas que podem gerar uma dívida com os distribuidores agrícolas, que também correm o risco de não receberem o pagamento.

Dessa maneira, o produtor deve garantir de que não está custeando uma produção maior do que a sua capacidade real. Para tanto, é necessário conhecer o histórico da terra, a área útil e as culturas anteriores, além de estimar as datas de início e término do plantio.

Como realizar a operação de barter?

Para realizar a operação de barter, o produtor deve comparecer a uma distribuidora e verificar, junto ao consultor, os insumos que necessita. Nesse momento, também é preciso alinhar como se dará a troca com os grãos.

Após a negociação, as documentações são emitidas e a data de entrega dos insumos é combinada. O produtor deve entregar a produção à trading depois de realizar a colheita, finalizando o processo junto a sua distribuição.

Vale ressaltar que é essencial ter uma boa organização e definição de processos para elaborar a documentação do barter. Esse é um cuidado fundamental para minimizar os riscos da operação.

É interessante saber que a cooperativa ou empresa que negocia com o produtor rural pode antecipar esse recebível com a Multiplike. Como você viu, esses empreendimentos têm que aguardar a colheita e a entrega dos grãos para receber o seu dinheiro. Com a antecipação, os recursos ficam disponíveis em menos tempo.

Agora você entendeu que o barter possui grandes vantagens para o produtor rural. Afinal, a operação possibilita a compra de insumos e maquinários. Contudo, é essencial ter uma alta produtividade e um bom andamento da lavoura para que o negócio se mantenha sustentável.

Gostou de aprender sobre o assunto? Acesse nosso site e saiba como é possível antecipar esse recebível com a Multiplike!

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