Como investir na crise: 4 investimentos que podem compor sua carteira

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Uma crise econômica é capaz de impactar diversos investimentos. Nesse período, aumenta a insegurança do investidor, já que não é possível prever todos os seus efeitos — nem quando ela terminará. Logo, saber como investir na crise pode ser determinante para proteger seu capital.

Assim, é importante conhecer investimentos seguros e estáveis — como os títulos públicos e títulos de crédito privado da renda fixa. Encontrar boas oportunidades nesse mercado evita a exposição do investidor aos altos riscos da renda variável.

Quer saber mais? Conheça neste artigo 4 investimentos que podem compor sua carteira de investimentos em períodos de crise!

Por que é importante saber como investir na crise?

No geral, períodos de crises financeiras são conhecidos por causarem bastante tensão no campo dos investimentos. A instabilidade no campo econômico geralmente é seguida de consequências negativas — como o desemprego, a falência de empresas, o superendividamento etc.

Nessa época, é muito comum se deparar com a bolsa de valores em fortes e frequentes quedas, já que o medo do investidor se intensifica. Então, pode-se dizer que crises afetam, de modo especial, a renda variável, posto que ela está diretamente ligada às oscilações do mercado.

O ano de 2020 foi marcado por uma das maiores crises econômicas de todos os tempos. Com o colapso do mercado e a rápida queda nos preços das ações, muitos investidores enfrentaram grandes prejuízos ao optar por vender seus papéis.

Nesse cenário, se você quiser evitar a redução de seu patrimônio em tempos de crise, é importante saber como investir na crise. Conhecer alternativas seguras e que sofram menos impactos nesses períodos, por exemplo, é fundamental para sua saúde e tranquilidade financeira.

4 Investimentos para compor sua carteira na crise

Quando se fala em investimentos seguros, as aplicações de renda fixa chamam a atenção de investidores por sua previsibilidade e menor risco. Assim, mesmo quando a situação econômica não está bem, você enfrenta menores chances de prejuízo.

Desse modo, ter uma parcela significativa do patrimônio em segurança pode trazer mais equilíbrio em momentos desafiadores. Veja 4 exemplos de títulos que podem compor sua carteira na crise!

1. Títulos públicos do Tesouro Direto

Os títulos públicos do Tesouro Direto são investimentos bastante conhecidos por terem a maior segurança do mercado. Isso porque o emissor é o Governo Federal, que garante sua recompra a qualquer momento. Ou seja, são títulos com alta segurança e liquidez.

Isso significa que, em uma crise, você tem a possibilidade de resgate rápido do dinheiro, caso precise. Existem diversas opções de aplicações, com juros que podem ser pagos diariamente, a cada seis meses ou ao final do investimento — a depender do título escolhido.

Também existem opções com vencimento no curto, médio ou longo prazo. A aquisição desses títulos públicos se dá por meio da plataforma do Tesouro Direto. As alternativas são:

  • Tesouro Selic: é um título pós-fixado que acompanha a taxa Selic. Como tem menor exposição à marcação a mercado, costuma ser usado para reserva de emergência ou para quem busca a possibilidade de fazer o resgate antecipado sem perdas financeiras;
  • Tesouro Prefixado: é um título que possui a rentabilidade fixa definida no momento da aquisição;
  • Tesouro IPCA+: é uma modalidade hibrida dos títulos públicos. Isso porque sua rentabilidade baseia-se em uma taxa pós-fixada, o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), e outra prefixada. Desse modo, rende sempre acima da inflação.

Apesar de investir nos títulos públicos ser uma forma segura de preservar seu capital, eles não são os únicos que podem compor sua carteira. Quem busca rentabilizar o portfólio mantendo a segurança, por exemplo, pode ter como uma estratégia o crédito privado.

Veja a seguir!

2. CRI

O CRI (certificado de recebíveis imobiliários) é um título de crédito privado destinado ao financiamento da expansão imobiliária. Assim, é emitido quando uma empresa, construtora ou cooperativa precisa levantar capital para custear suas obras e operações.

Para não limitar seus ganhos apenas ao momento em que a obra for concluída, a empresa pode optar pela antecipação de recebíveis. Logo, ela busca uma companhia securitizadora — como a Multiplike — e cede os direitos desses recebimentos.

Em troca, recebe o dinheiro à vista, antecipando os recebimentos e tendo fluxo de caixa para dar seguimento a novos projetos. Por sua vez, a empresa securitizadora emite os CRIs para que eles sejam comercializados no mercado de capitais.

Portanto os CRIs são títulos de crédito privado lastreados em recebíveis imobiliários. Para o investidor, funciona como um empréstimo. Você disponibiliza o valor e recebe de volta acrescido de juros no prazo determinado.

3. CRA

CRI e CRA são aplicações muito semelhantes. A diferença é que o CRA (certificado de recebíveis do agronegócio) é um título de crédito privado ligado ao financiamento do agronegócio.

É muito comum, por exemplo, que um produtor rural precise levantar recursos para cobrir os gastos de uma safra cuja venda ainda acontecerá. Desse modo, ele pode se valer da securitizadora para conseguir o dinheiro da colheita, cedendo os direitos de recebimento.

Assim sendo, a securitizadora emitira os CRAs lastreados nos recebíveis dessa safra, para serem negociados no mercado. De modo semelhante ao CRI, você como investidor pode aplicar no título e receber a taxa de juros combinada.

4. Debêntures

Debêntures são títulos de crédito privado que possuem maior liberdade em relação à destinação dos recursos. Isso porque, em sua grande maioria, podem ser utilizados a critério da empresa que emitiu o título.

O funcionamento de uma debênture é semelhante a outros títulos de renda fixa. A empresa emite um título de dívida privada, contemplando um determinado valor, data de vencimento e os juros que serão pagos. A rentabilidade pode ser prefixada, pós-fixada ou híbrida.

Assim, aplicar em debêntures é equivalente a emprestar dinheiro para empresa até a data de seu vencimento. Feita a negociação, a companhia se compromete a devolver o dinheiro investido somado à taxa de juros combinada.

Após acompanhar este conteúdo, você já sabe como investir na crise. No entanto, não se esqueça de avaliar o seu perfil e os objetivos na hora de decidir. Também não deixe de escolher diferentes investimentos para sua carteira. Ao diversificar, ela será mais sólida e rentável!

Gostou do conteúdo? Aproveite e conte se você já investiu em títulos de crédito privado anteriormente. Deixe um comentário!

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