CRI e CRA: tudo o que você precisa saber para começar a investir!

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A renda fixa conta com uma subclassificação que compreende investimentos com outros perfis. Essa categoria é o crédito privado, que envolve um pouco mais de riscos e um potencial diferente quanto à performance. Entre os investimentos disponíveis, estão o cri e cra.

Esses certificados estão ligados a setores específicos e podem trazer boas oportunidades de diversificação e rentabilização de carteira. Porém, é preciso conhecer todas as características antes de investir.

Na sequência, veja o que você tem que saber sobre esses investimentos antes de adicioná-los ao seu portfólio!

O que é CRI?

Os certificados de recebíveis imobiliários (CRI) são investimentos de renda fixa que estão ligados ao setor de imóveis. No entanto, adicioná-los à carteira não significa investir diretamente em propriedades.

Na verdade, eles são títulos de crédito que funcionam como uma promessa de pagamento. Portanto, ao investir em um CRI, você adquire direitos de recebimento de dívidas ligadas ao setor.

Para entender o funcionamento, pense em uma construtora que acaba de construir um prédio. Após vender 60% das unidades, a empresa tem a promessa de recursos suficientes para construir um novo empreendimento.

Porém, como nem todos os clientes fecharam o financiamento imobiliário, muitos recursos não estão disponíveis. Nesse caso, o negócio pode securitizar a dívida para antecipar o recebimento dos valores.

Em troca, garante que o que for pago pelos clientes será disponibilizado para a empresa responsável pela securitização. Como consequência, essas promessas de pagamento das dívidas podem ser comercializadas como um investimento — que é o CRI.

O que é CRA?

Os certificados de recebíveis do agronegócio (CRA) funcionam de forma parecida com o CRI, com a diferença que são focados no setor do agronegócio.

Então, eles envolvem promessas de pagamento relacionadas a financiamentos de projetos ligados ao agronegócio. Um exemplo é a cooperativa agrícola, que pode oferecer crédito para financiar projetos. Logo, receberá os valores em parcelas, de acordo com o que foi acordado.

Porém, pode ser que a cooperativa precise dos recursos de uma só vez em determinado momento. Nesse caso, ela tem a opção de securitizar as dívidas, que serão oferecidas na forma de um CRA como alternativa de investimento.

Da mesma maneira que acontece com os CRI e com os outros títulos de renda fixa, as alternativas podem ter rentabilidade:

  • prefixada;
  • pós-fixada (atrelada a um indicador);
  • híbrida (composta por valor prefixado mais indicador).

Quem emite esses certificados?

Muitos títulos de renda fixa são emitidos por instituições financeiras, como bancos comerciais. No caso do CRI e CRA, é diferente, pois as securitizadoras são as empresas privadas responsáveis por emitir tais certificados.

O papel delas é fornecer os recursos para a instituição que usar as promessas de pagamento como forma de antecipar recebíveis. Depois, as securitizadoras oferecem os certificados no mercado na forma de investimento.

Como funciona a tributação?

Em relação ao pagamento de impostos, CRI e CRA são investimentos isentos de Imposto de Renda para pessoas físicas. Assim, quem investe por meio do CPF não precisa pagar impostos sobre a rentabilidade obtida com os certificados.

No entanto, vale lembrar que é preciso incluir o CRI e o CRA em sua declaração de Imposto de Renda, para conhecimento da Receita Federal. No caso, os ganhos são adicionados aos rendimentos não-tributáveis.

Quais são as vantagens de CRI e CRA?

Investir em CRI e CRA pode ser benéfico, primeiramente, pelo potencial de rentabilidade. Como parte do crédito privado, esses títulos costumam oferecer uma expectativa de ganhos maior que de outras oportunidades da renda fixa.

Em relação aos títulos públicos negociados no Tesouro Direto, por exemplo, CRI e CRA podem pagar mais para o mesmo período de resgate. Se o seu principal objetivo for rentabilizar a carteira, essa pode ser uma alternativa.

Além disso, há a isenção de Imposto de Renda, enquanto títulos do Tesouro e certificados de depósito bancário (CDB) são tributáveis, por exemplo. Com CRI e CRA, portanto, é possível melhorar a rentabilidade líquida.

Há, ainda, a chance de diversificar a carteira. Como são investimentos com um risco um pouco maior que outras possibilidades de renda fixa, oferecem a oportunidade de diversificar mais a exposição e aumentar o retorno médio.

Quais são os riscos associados a esses investimentos?

Saber que CRI e CRA têm mais riscos que outros investimentos de renda fixa é crucial para tomar uma decisão informada. O primeiro ponto envolve o risco de crédito, pois a inadimplência dos devedores pode afetar o retorno.

Ao contrário de títulos como CDB e outros que têm cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), CRI e CRA não contam com essa segurança extra. Logo, os riscos se tornam mais significativos.

Também existe um risco de liquidez. Em geral, a liquidez é baixa, sendo possível realizar resgates antecipados pela venda no mercado secundário — o que pode gerar perda de rendimentos. Desse modo, é preciso estar disposto a alocar os recursos por um período maior.

Há, ainda, o risco de mercado. Uma mudança na taxa Selic ou no nível de inflação pode impactar os resultados e o que eles significam para seus objetivos.

Para se proteger dos perigos e investir bem, uma orientação é atentar para a qualidade da securitizadora. Uma empresa sólida e com boa avaliação oferecerá títulos securitizados com menos riscos quanto ao pagamento.

Como investir em CRI e CRA?

Antes de investir em CRI e CRA, é necessário avaliar seu perfil de investidor e seus objetivos financeiros. É preciso ter uma tolerância um pouco maior aos riscos, além de estar disposto a investir no médio e no longo prazo.

Em seguida, é o momento de escolher as condições desses certificados. Pense no modelo de rentabilidade que faz sentido para você e busque as alternativas consistentes com os resultados esperados.

Na hora de fazer o investimento inicial, vale a pena procurar diretamente uma securitizadora. Assim, você elimina a necessidade de buscar instituições intermediárias.

Como visto, o CRI e o CRA são investimentos da renda fixa privada que podem trazer oportunidades melhores quanto ao rendimento, além de serem isentos de Imposto de Renda. Ao mesmo tempo, envolvem riscos. Por isso, é fundamental fazer uma análise completa antes de escolhê-los!

Após decidir que esses certificados são adequados para a sua realidade, entre em contato conosco da Multiplike e conheça essas e outras oportunidades!

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