Fluxo de caixa direto e indireto: diferenças, importância e dicas de gestão

Veja mais

Você sabe o que é fluxo de caixa direto e indireto? Conhece suas diferenças? Deseja saber mais sobre esse assunto? Então, continue a leitura deste artigo, pois durante o texto várias dicas de gestão serão abordadas.

É fato que os empreendimentos precisam de uma boa estruturação financeira para sobreviver no mercado. Porém, é visto que esse planejamento econômico não é uma realidade do nosso país, já que dados revelam que a maioria das empresas fecha suas portas no primeiro ano de vendas.

Uma forma muito simples e efetiva de se organizar é estabelecendo um fluxo de caixa. Assim, a empresa consegue avaliar o seu crescimento e determinar se os seus recursos estão conseguindo suprir as despesas e as necessidades do negócio. Quer conversar mais um pouco sobre isso? Vamos lá.

O que é fluxo de caixa?

O fluxo de caixa foi criado para controlar a movimentação financeira de uma empresa, registrando as entradas e as saídas de dinheiro. Quando foi criado, esse método era realizado à mão, o que tornava a sua aplicação mais escassa. Porém, hoje, diversos softwares de gestão podem facilitar a vida dos administradores.

Um erro muito cometido na área comercial é acreditar que o fluxo de caixa auxilia apenas no controle do dinheiro que entra e sai, já que, utilizando a análise do fluxo, a empresa pode prever qual vai ser o lucro do próximo mês e pode escolher investir ou poupar gastos.

Detalhando um pouco mais, um relatório que ajuda na administração e estabelecimento do fluxo de caixa é o Demonstração de Fluxo de Caixa (DFC).

O DFC estabelece a movimentação do caixa, demonstra a viabilidade financeira da empresa e permite ao administrador do negócio ter uma visão ampla do capital, evitando, portanto, os imprevistos que podem surgir.

Agora que já detalhei o que é fluxo de caixa, prossiga a leitura para entender um pouco mais sobre o fluxo de caixa direto e indireto.

Qual a diferença entre o fluxo de caixa direto e indireto?

O fluxo de caixa está dividido em três ações e dois métodos principais. Iniciando a discussão sobre as ações, existem as operacionais, as de investimento e as de financiamento:

  1. operacionais — representam as ações operacionais que levam em consideração as receitas, os custos da produção de bens e serviços da empresa.
  2. de investimento — são ações voltadas para a diminuição de circulação de ativos e a formação de um patrimônio em bens;
  3. de financiamento — essas ações incluem o financiamento de credores, constando em planilhas como de entrada ou de saída, representando, na prática, a solicitação de empréstimo e o pagamento de acionista da empresa, respectivamente.

Agora, em relação aos métodos de fluxo de caixa, existem dois: o método indireto e o direto. Veja!

Método indireto

Esse método analisa o fluxo de caixa de uma forma diferente do método direto, pois a sua visão depende das informações contábeis para existir.

Então, basicamente, ele não consegue determinar o capital que entra e que sai da empresa, e sim, a variação do caixa do período de análise. Determina, portanto, a variação do desempenho econômico segundo o regime de caixa em uma determinada época do ano.

O método não vai trabalhar os dados diretos, pois ele estará diretamente ligado a contas a receber, contas a pagar e a financiamentos. Diante disso, geralmente esse método se subdivide nas três ações citadas no tópico acima.

Em relação às vantagens, o método indireto permite diferenciar o lucro e o caixa que foi gerado em todas as ações. Por outro lado, seu manejo é difícil e às vezes, só é possível aplicá-lo se houver alguém capacitado na equipe da empresa.

Método direto

O método direto é diferente, pois sua função é evidenciar de forma clara o resultado financeiro bruto da empresa. Por meio de relatórios, esse método indica o fluxo de caixa referente a pagamentos e a recebimentos relativos ao caixa bruto da empresa.

O contraste principal entre os dois métodos é que o direto informa os resultados brutos da empresa e, por outro lado, o indireto aponta os resultados líquidos.

As vantagens desse método é a simplicidade da sua formação, sendo capaz de mostrar de forma clara o desempenho da empresa e o seu possível lucro. Porém, sua aplicação é mais custosa para a empresa do que o método indireto, podendo representar um desafio para sua utilização.

Por que o fluxo de caixa direto e indireto deve ser usado?

A criação de um fluxo de caixa direto ou indireto é um dos pilares de um bom planejamento financeiro, pois é por meio do relatório criado que a empresa vai estabelecer seu crescimento e seu possível lucro.

Além disso, com a DFC, a própria empresa e seus avaliadores poderão determinar se haverá os recursos necessários para o pagamento de impostos e outras obrigações legais.

Por fim, essa análise de caixa auxiliará a empresa na hora de resolver investir, pois o fluxo de caixa permitirá a comparação entre os meses anteriores e o que se espera no mês seguinte. Porém, pode ser que ocorra o inverso e o ROI da própria empresa suba.

Como fazer uma boa gestão dos fluxos de caixa?

O passo primordial para alcançar uma boa gestão financeira é conseguir registrar todas as transações realizadas pela empresa. Apesar de parecer difícil, hoje, várias ferramentas tecnológicas auxiliam nesse planejamento, como as planilhas.

A planilha é uma ferramenta simples de ser usada e normalmente surte um bom efeito no planejamento de gastos. Porém, pode-se optar por um método mais moderno, como um software de gestão.

A organização financeira tem um papel importante pois, com ela, o capital de giro pode ser calculado e uma quantia pode ser separada para imprevistos. Como expliquei durante o texto, um bom controle financeiro é determinante para o êxito da empresa.

Gostou das dicas, mas ficou com alguma dúvida sobre o fluxo de caixa direto e indireto? Confira este outro post e conheça as melhores soluções para o fluxo de caixa da sua empresa!

Voltar