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Entenda o que é Fundo de Investimentos em Direitos Creditórios (FIDC) e como funciona

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O Fundo de Investimentos em Direitos Creditórios (FIDC) é uma parte da classe de fundos de investimentos não muito conhecidas e que conseguem rendimentos de uma maneira bem peculiar: por meio de crédito de outras empresas. Mesmo sendo uma aplicação de renda fixa, pode ser uma ótima alternativa para aqueles que querem flexibilidade e diversificação em sua carteira.

Assim, vou mostrar as principais informações sobre os fundos de investimentos em direitos creditórios para você entender como essa aplicação funciona no mercado. Confira!

O que é FIDC?

São conhecidos também como Fundos de Recebíveis. Para melhor compreensão, é preciso entender o que são direitos creditórios — que nada mais são do que montantes que as empresas recebem para manter o seu funcionamento.

Nessa categoria, incluem-se duplicatas, cheques e outros tipos de créditos. Sendo assim, o Fundo de Investimentos em Direitos Creditórios são fundos de investimentos em que seu retorno vem diretamente dos direitos creditórios. Por norma, 50% ou mais dos recursos dessa aplicação são para esses direitos creditórios.

Além disso, é um investimento de renda fixa, o que significa que o índice em que sua rentabilidade se baseia já é pré-determinado, ou seja, é estipulado antes da aplicação.

Como ele funciona?

Vou explicar como o fundo de investimento em direitos creditórios funciona com um exemplo prático. Imagine que uma empresa de rodas para caminhão vende a prazo cerca de R$ 300 mil em peças para uma frota. Contudo, ela precisa desse dinheiro de imediato. O que a companhia pode fazer é vender um título que representa esse crédito a receber para um investidor.

É aí que o Fundo de Recebíveis entra, pois a empresa recebe o valor naquele momento e, em troca, o fundo tem o direito de receber a duplicata. A companhia cede parte do crédito e o rendimento do fundo advém dessa diferença entre o que se paga para ter o direito ao crédito e o seu valor. É bom saber que a empresa não recebe exatamente a quantia do crédito que ela solicitou, o montante é sempre um pouco menor.

Agora que você entendeu como esse tipo de fundo funciona, saiba que você pode encontrar 2 tipos no mercado — os abertos e os fechados.

Fundos abertos

Esses são fundos que proporcionam ao investidor mais agilidade, pois o resgate das cotas pode ser feito em qualquer momento. Contudo, é preciso conferir quais são as regras específicas do fundo. Saiba que o prazo desse tipo de fundo é conhecido como indeterminado. E, mesmo sem uma data final para resgate, uma parcela do valor da amortização é cobrada em cada cota.

Fundos fechados

Aqui, as cotas só podem ser resgatadas depois do prazo definido na assinatura do contrato do fundo. Geralmente, esse período para resgate é conhecido como prazo determinado.

Quais são as cotas encontradas em fundos de direitos creditórios?

Osfundos de investimentos em direitos creditórios, além de terem diferentes categorias, também têm dois tipos de cotas (sênior e subordinada).

Algumas coisas importantes a saber é que independentemente do fundo, ele sempre terá uma parcela de cada cota. Sendo que, geralmente, a proporção da cota sênior é maior do que a subordinada, assim, a rentabilidade consegue ser pré-determinada.

Dito isso, vamos conhecer como elas funcionam!

  • cota sênior: é um tipo de cota em que o rendimento é diário, e a rentabilidade é prefixada. Sua principal diferença está na prioridade. Ela tem preferência na hora do resgate, isto é, um investidor com cota sênior deve receber primeiro do que o que possui a cota subordinada;
  • cota subordinada: também com rendimento diário, é uma cota em que o resgate e a amortização dependem das seniores. Então, aquele que tem a cota subordinada deve esperar todos os seniores receberem, já que eles têm prioridade, para adquirir sua parte. Essa cota é a que tem mais rentabilidade no mercado, entretanto, há maior risco de inadimplência. O que acontece é que dependendo do valor, aqueles que têm prioridade podem ganhar boa parte do montante e o investidor subordinado ficar com o que sobrar.

Como funciona a rentabilidade dos fundos de investimentos em direitos creditórios?

A rentabilidade do FIDC utiliza, geralmente, a taxa CDI como base, no entanto, é possível encontrar fundos desse tipo que usam o IPCA, IGP-M, ou mesmo a Taxa Selic. A informação sobre o tipo de taxa pode ser encontrada no regulamento da aplicação.

Entretanto, é bom saber que escolher entre a cota sênior ou a subordinada também influencia bastante a rentabilidade, por isso, a escolha deve estar de acordo com o objetivo do investidor.

Como começar a investir em fundos de investimentos em direitos de creditórios?

Para começar a investir nesse investimento, é importante saber que, geralmente, ele não fica disponível na plataforma on-line da instituição financeira. O investidor precisa ir pessoalmente ao banco ou corretora conversar sobre seu interesse em investir nesse fundo. É importante saber que o montante inicial para aplicar não será menor que R$ 30 mil.

Ele também deverá arcar com as taxas de administração e de performance. Além da cobrança de Imposto de Renda pela tabela regressiva:

Período de Aplicação Tributação

  • Até 180 dias — 22,5%;
  • Entre 181 e 360 dias — 20%;
  • Entre 361 e 720 dias — 17,5%;
  • Acima de 720 dias — 15%.

Saiba que a cobrança do Imposto de Renda para esse investimento é debitada apenas quando ocorre o resgate, sendo cobrado apenas sobre o lucro da aplicação. 

Quais os riscos e benefícios de aplicar seu dinheiro nesse investimento?

Há 2 tipos de riscos comuns nesse investimento. Vamos saber quais são?

  1. Risco de crédito: é um fundo que necessita da garantia de pagamento das empresas, porém, essas companhias podem ter problemas e atrasarem, ou não conseguirem arcar. Isso pode prejudicar o rendimento do fundo, por isso é fundamental buscar por FIDCs com uma boa política de crédito e carteiras bem pulverizadas;
  2. Risco de Mercado: nesse caso, não se relaciona tanto aos fatores ligados ao fundo, mas, sim, ao que acontece externamente, ou seja, o que ocorre no mercado. Essas situações, como a queda da inflação, podem motivar variações no preço e na rentabilidade dos investimentos.

Também é necessário saber que o FIDC não é garantido pelo FGC (Fundo Garantidor de Crédito).

Quais são as vantagens?

Entre os principais benefícios do Fundo de Recebíveis podemos destacar a boa rentabilidade, que podem ser negociados no mercado secundário; e por serem classificados por agências de risco, já fica claro o nível de segurança do investimento. Além disso, são investimentos de renda fixa e com menor a carga tributária

De maneira geral, os FIDCs são aplicações de renda fixa pouco conhecidas no mercado, porém, costumam trazer bons retornos. Sendo assim, são uma boa opção para aqueles que procuram fundos de investimentos em renda fixa e querem diversificar suas carteiras.

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