Glossário da securitização: um dicionário completo sobre o tema!

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Para saber o que é securitização não basta conhecer esse conceito. O ideal é explorar os principais termos e processos dela. Com isso, é possível entender como tudo acontece até que os certificados de recebíveis sejam disponibilizados no mercado.

Isso é especialmente importante porque muitos conceitos ainda são desconhecidos. Ao saber o que cada expressão significa, você entenderá melhor o que fazem as securitizadoras. Assim, poderá tomar decisões melhores sobre os investimentos.

Quer saber mais? A seguir, confira um glossário completo com os principais termos ligados à securitização!

Alienação fiduciária

Consiste em um modelo de garantia para a oferta de crédito. Quem toma o crédito oferece um bem ou ativo em forma de garantia, com transferência para o nome do credor.

Com o encerramento das obrigações financeiras, a alienação fiduciária acaba e o bem é devolvido a quem tomou o crédito. Por diminuir os riscos em relação à inadimplência, é um processo que pode ajudar a diminuir o custo com as taxas de juros.

Antecipação de recebíveis

Essa é a prática de antecipar valores devidos à empresa que foram gerados por suas vendas (os chamados recebíveis). Ela permite que o negócio receba à vista um montante que seria pago apenas ao longo do tempo.

Para isso, envolve o pagamento de uma taxa à instituição financeira que libera os recursos. Tudo acontece mediante a cessão ou venda de direitos creditórios, de modo que os futuros pagamentos sejam direcionados para a empresa que disponibilizou o dinheiro à vista.

Ativos financeiros

São ativos não-físicos, baseados na negociação de contratos e acordos. Direitos creditórios podem ser considerados ativos financeiros, bem como investimentos e títulos em geral. Outra característica deles é que podem ser capazes de gerar rendimentos ao longo do tempo.

Capital de giro

Corresponde a um montante de rápida renovação, responsável por garantir liquidez ao empreendimento e para sustentar suas operações. É calculado pela diferença entre os ativos e os passivos circulantes.

E qual é a relação dele com a securitização? A antecipação dos valores devidos pelos clientes pode ser útil para compor a necessidade de capital de giro do negócio.

Cedente

É a pessoa jurídica que cede seus direitos creditórios para a emissora, em troca da antecipação dos recursos, menos uma taxa. É o caso de uma empresa que vende duplicatas e promissórias para obter o montante de uma só vez.

Certificados de recebíveis

São produtos financeiros criados e disponibilizados pelas securitizadoras e que correspondem aos recebíveis adquiridos das empresas.

O CRI é o certificado de recebíveis imobiliários, enquanto o CRA é o certificado de recebíveis do agronegócio. O lastro está ligado aos setores específicos e os investidores podem adquirir tais alternativas em busca da rentabilidade contratada.

Cessão de carteira

Considerado o tipo de securitização mais comum, corresponde a uma cessão completa dos direitos creditórios, aliados a uma alienação fiduciária para que haja uma garantia.

A alternativa também costuma exigir a alienação fiduciária de direitos atuais e de vendas futuras e a autorização dos sócios envolvidos. A diferença é que existe coobrigação por parte dos responsáveis da cedente.

CRI corporativo

É o certificado de recebíveis imobiliários de grandes companhias, com fluxo de caixa diferenciado e mais experiência de mercado. Por causa disso, têm classificação (ou rating) elevado, sendo consideradas Triple A.

Grandes empresas hoteleiras são exemplos comuns para a emissão de CRI corporativos. Assim, eles correspondem a um dos modelos de securitização.

Créditos financeiros

Representam os valores obtidos por instituições do mercado financeiro, como bancos, sociedades de crédito, empresas hipotecárias e outras. Podem ser alvos da securitização, dando origem a recursos líquidos para a cedente.

Direitos creditórios

São os direitos que determinada pessoa jurídica tem de receber valores ligados a um crédito concedido. Estão relacionados, principalmente, ao pagamento de dívidas por parte do mercado consumidor quanto ao negócio.

Tais direitos podem ser cedidos para entidades emissoras por meio da venda, como forma de captar recursos pela securitização.

Emissora

É a entidade ou empresa que adquire os direitos creditórios do cedente, mediante a antecipação de recebíveis. Esse agente é responsável por emitir os títulos de securitização, os quais podem ser comercializados no mercado.

No caso específico do processo, a emissora também é conhecida como securitizadora. Seu papel é intermediar a conexão que pode haver entre empresas cedentes e investidores.

Locação

Considerado outro tipo de securitização, é um modelo que prevê operações cujo lastro está em contratos de locação. Portanto, a antecipação se refere aos aluguéis que seriam pagos ao longo da validade do contrato.

Risco de crédito

Representa o risco existente de o devedor não realizar o pagamento conforme o acordado, deixando de honrar os compromissos.

No caso da securitização, o risco de crédito principal existe quanto aos clientes. Se ocorrer inadimplência, a empresa cedente pode não dispor dos recursos necessários para fazer os pagamentos para a emissora.

Securitização

É o processo que transforma direitos creditórios e outros ativos financeiros em produtos negociados como certificados de recebíveis e títulos de securitização.

Nessa operação, a empresa cedente oferece os ativos para a emissora que, em troca, disponibiliza os valores menos uma taxa. A securitizadora, então, agrupa os ativos e os comercializa no mercado, para que investidores possam aportar recursos para obter rentabilidade.

Titulo de securitização

Funcionam como uma espécie de recibo quanto à operação de securitização e também como comprovante de investimento por parte de quem aplica. Devem ter lastro financeiro nos setores correspondentes, como imobiliário ou de agronegócio.

Os títulos de securitização incluem os certificados de recebíveis e são negociados para que os investidores possam aplicar seus recursos.

True sale

É um tipo de securitização, no qual ocorre a cessão completa dos direitos creditórios à emissora. Como consequência, deixam de integrar o balanço da pessoa jurídica que os detinham anteriormente.

A principal vantagem é a redução de risco de crédito. Caso a empresa venha à falência, os direitos creditórios não serão utilizados para quitar dívidas e obrigações. Na prática, isso impede que a securitizadora e os investidores sejam afetados.

Agora você sabe que a securitização é um processo que consiste no empacotamento de diversos ativos financeiros, que são convertidos em títulos e negociados com investidores. Depois de conhecer as questões principais é possível ter mais segurança para aproveitar as possibilidades!

Para saber mais sobre a operação e encontrar oportunidades para empresas e investidores, conheça a Multiplike!

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