Investir na renda fixa ainda vale a pena? Descubra!

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Muitas pessoas gostam de investir na renda fixa, uma vez que os investimentos dessa modalidade oferecem previsibilidade. No entanto, o que tem prejudicado a rentabilidade desses investimentos é o recuo da taxa Selic nos últimos anos.

Isso faz os investidores se questionarem se ainda vale a pena investir na renda fixa. Alguns chegam a procurar a renda variável, mas os riscos maiores e o desconhecimento do mercado podem ser desvantagens para determinados perfis – e podem trazer desconfiança.

Saiba, entretanto, que não é preciso escolher apenas entre investimentos com baixa rentabilidade ou alternativas de alto risco. É possível encontrar um equilíbrio nas alternativas de crédito privado.

Neste artigo, você descobrirá se os investimentos de renda fixa ainda valem a pena e conhecerá algumas alternativas que podem colaborar para a rentabilidade do seu portfólio.

Continue a leitura e entenda!

Ainda vale a pena investir na renda fixa?

Como você viu, a dificuldade de se obter boas rentabilidades na renda fixa está relacionada com o recuo da taxa Selic em anos recentes. Em 2015 e 2016, ela alcançou 14,25%, o que foi ótimo, por exemplo, para quem adquiria certos títulos do Tesouro Direto.

De lá para cá, a taxa Selic tem sido reduzida, chegando a apenas 2% em 2020. Como os títulos privados também se baseiam nessa taxa, eles perderam parte de sua atratividade. Inclusive, isso começou a levar os investidores a buscar ativos de renda variável, mais arriscados.

No entanto, há investidores que sentem desconforto ao investir em algo imprevisível. Eles preferem aplicar na renda fixa, que oferece uma perspectiva mais clara de como será o desempenho de seus investimentos.

O que algumas pessoas não sabem é que existem alternativas de investimento de renda fixa que oferecem rentabilidades melhores que a taxa Selic. Estamos falando dos títulos de crédito privado, os quais você conhecerá a seguir.

O que é crédito privado e como ele funciona?

Se você já conhece os títulos públicos, deve saber que eles são emitidos pelo Governo Federal. O objetivo deles é levantar recursos para financiar a dívida pública. Esses títulos são emitidos pelo Tesouro Nacional e disponibilizados na plataforma Tesouro Direto.

Alguns desses títulos oferecem uma rentabilidade atrelada à taxa Selic. Assim, quanto menor está essa taxa, menor é o lucro que o investidor obtém. No entanto, empresas também podem emitir títulos, os quais fazem parte do crédito privado.

Assim como o Governo precisa de recursos, as empresas também precisam. É necessário, por exemplo, que elas tenham capital de giro para custear as despesas do dia a dia. Além disso, muitas delas fazem vendas a prazo, o que pode prejudicar o fluxo de caixa.

Por isso, elas negociam seus recebíveis com empresas securitizadoras. Desse modo, conseguem levantar recursos para dar prosseguimento às suas operações. Os recebíveis são convertidos em títulos de crédito privado, que são disponibilizados a investidores pessoa física ou jurídica.

Esses títulos são uma maneira de se investir em renda fixa, e podem ajudar a melhorar a performance da sua carteira de investimentos. Afinal, a rentabilidade dessas alternativas costuma ser mais elevada que de outros títulos da mesma classe.

Quais são os principais tipos de crédito privado?

Como você pode ver, investir em renda fixa não se resume a comprar títulos públicos e alternativas privadas tradicionais. É possível investir também em títulos de crédito privado, os quais podem oferecer rentabilidades maiores que a taxa Selic.

A seguir, você conhecerá os principais tipos de investimento que fazem parte do crédito privado. Confira!

CRIs e CRAs

CRI se refere a certificado de recebíveis imobiliários e CRA significa certificado de recebíveis do agronegócio. O mercado imobiliário e o do agronegócio movimentam um bom volume de dinheiro, o que impulsiona os projetos nesses setores.

Por exemplo, muitas famílias compram suas casas com a ajuda de financiamentos. Já os produtores rurais fazem empréstimos para comprar insumos, máquinas, entre outras coisas necessárias para a atividade deles.

Toda essa dívida pode passar por uma securitização, o que envolve estruturá-la e convertê-la em certificados. Estes, por sua vez, são disponibilizados a investidores. Os títulos podem ter uma rentabilidade prefixada ou pós-fixada, com a previsibilidade de retorno da renda fixa.

Uma das vantagens de CRIs e CRAs é a isenção de Imposto de Renda sobre o lucro. Essa é uma maneira de o Governo Federal incentivar o financiamento desses dois setores tão importantes para o país.

FIDCs

FIDCs são os fundos de investimento em direitos creditórios. O funcionamento de um fundo de investimento lembra o de um condomínio, onde um grupo de pessoas se reúne para custear uma estrutura comum. Assim, todas elas podem aproveitar certos benefícios.

Em um fundo de investimento, os investidores compram cotas e há um gestor que agrupa os recursos investidos por diversas pessoas. Ele os aporta em determinados títulos e ativos, visando otimizar a rentabilidade de acordo com a estratégia do fundo.

Em alguns, os recursos dos investidores são alocados em direitos creditórios, ou seja, recebíveis — esse é o caso dos FIDCs. As empresas transferem para uma securitizadora os seus valores a receber. Em troca, elas recebem uma concessão de crédito.

A concessão é um adiantamento, custeado pelos recursos do fundo. Como a antecipação de recebíveis é feita com deságio, o fundo obtém lucro à medida que os clientes daquela empresa fazem seus pagamentos.

Debêntures

Debêntures são títulos que financiam a dívida de uma empresa. Quando você compra debêntures, está, na prática, emprestando dinheiro para a companhia. Uma das vantagens disso para o investidor é obter uma rentabilidade que geralmente é superior à taxa Selic.

No entanto, é preciso ter atenção com respeito à liquidez. Ao comprar debêntures, você pode ter que manter o seu dinheiro investido por determinado tempo. Resgatar seus recursos antes da hora talvez resulte em perdas, de modo que é fundamental ter um bom planejamento financeiro.

Você descobriu, neste artigo, que os títulos de crédito privado podem oferecer um risco maior que os títulos públicos. No entanto, é possível encontrar um equilíbrio na relação entre risco e retorno na sua carteira – mesmo dentro da renda fixa.

Se você diversificar o seu portfólio de maneira eficaz, títulos de crédito privado podem fazer sentido para você. Portanto, vale a pena considerar essas alternativas para compor uma carteira sólida e rentável.

Gostou de saber que ainda é possível investir em renda fixa e obter uma rentabilidade interessante? Entre em contato com a Multiplike e conheça as nossas alternativas de crédito privado!

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