O que é custo efetivo total e como calcular?

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É comum que pequenas, médias e, até mesmo, grandes empresas tenham alguma experiência com obtenção de crédito. Por meio dele, é possível levantar recursos mediante o pagamento de juros acordados com a instituição financeira.

No entanto, para entender quanto a operação custará ao caixa da companhia, é preciso conhecer o custo efetivo total (CET). Com essa informação, também é possível comparar propostas para avaliar as diferentes ofertas do mercado e optar pela mais vantajosa.

Para auxiliar na adoção dessa estratégia, neste conteúdo você entenderá o que é custo efetivo total e como calculá-lo. Continue a leitura e confira!

O que é o custo efetivo total?

É comum que, principalmente no início das atividades empresariais, seja necessário contrair dívidas para gerar fluxo de caixa e investir em desenvolvimento. Em outras situações, os valores podem ser necessários para lidar com endividamento, expandir a empresa e lidar com questões estratégicas.

Em cenários assim, as linhas de crédito podem ser uma alternativa interessante, permitindo que a empresa realize os seus planos. Porém, é preciso considerar quanto isso custará para a empresa. Afinal, existem juros e taxas envolvidos.

O que trará essa informação para a sua companhia é o CET. Ele é representado por meio de uma alíquota anual que incide sobre o valor total do empréstimo. Dessa maneira, ele informa aos contratantes o valor total envolvido na operação.

Inclusive, é preciso ter em mente que os juros não são a única taxa aplicada aos empréstimos. Ele também pode incluir tributos, taxas administrativas e seguros. Logo, o CET engloba todos os encargos e cobranças referentes ao contrato.

Devido à sua relevância, a informação é obrigatória. Conforme determinação do Conselho Monetário Nacional (CMN) e do Banco Central do Brasil (Bacen), todo agente financeiro que oferece crédito deve informar, de forma clara, o custo total da operação.

Como funciona?

O CET funciona por meio de um cálculo que envolve diversos fatores. As taxas podem variar conforme a instituição, mas os encargos incluídos são essenciais para definir se uma concessão de crédito vale a pena.

Confira os principais custos envolvidos nas operações:

  • Imposto sobre Operações Financeiras (IOF): é um encargo obrigatório cobrado em empréstimos, financiamentos, operações de câmbio, entre outros;
  • Taxa de Abertura de Crédito (TAC): pode ser cobrada para cobrir custos da análise da situação financeira do cliente;
  • taxas de juros: é a remuneração cobrada pela concessão de crédito;
  • seguros: podem ser cobrados para garantir o pagamento em situações adversas;
  • taxas administrativas em geral.

Vale destacar que todas as taxas cobradas devem estar discriminadas no contrato, possibilitando a avaliação pelo contratante.

Como calcular?

Agora que você sabe o que é custo efetivo total, pode entender como o cálculo funciona. A Resolução nº 3.517/2017 e a Resolução nº 4.197/2013 do CMN e do Bacen exigem que bancos e financeiras disponibilizem a planilha com o CET aos clientes que desejam contratar uma operação de crédito.

Porém, você também pode fazer o cálculo por conta própria, com a fórmula informada pela Resolução 3.517. Para facilitar, veja quais são os fatores considerados na fórmula:

  • o valor do crédito concedido;
  • os valores cobrados pela instituição, incluindo amortizações, juros, seguro e outros;
  • o prazo do contrato;
  • a data do pagamento dos valores cobrados;
  • e a data da liberação do crédito pela instituição.

Qual é a importância do CET?

Ao escolher uma alternativa de empréstimo, um erro comum é considerar apenas a taxa de juros. Por esse motivo, as instituições financeiras normalmente utilizam taxas menores como divulgação, com o objetivo de atrair clientes.

No entanto, na prática, eles podem compensar os juros baixos com a cobrança de outros encargos inclusos na operação. Diante disso, é essencial considerar o CET para entender o valor exato que você pagará pelo empréstimo.

Além disso, ele permite que você compare alternativas com características semelhantes em busca do melhor custo-benefício. Para ajudar, considere a finalidade do crédito para entender o retorno que pode ser obtido, determinando se a operação vale a pena.

Esse é um cuidado essencial para evitar o endividamento. Afinal, os contratos com taxas excessivas podem resultar em prejuízos, principalmente por afetarem o retorno do investimento pela empresa. Em alguns casos, isso pode levar à inadimplência, gerando mais dificuldades.

Assim, também vale considerar outras opções do mercado, além de empréstimos e financiamentos. Dessa maneira, é possível encontrar alternativas que permitam o levantamento de recursos, sem aumentar o endividamento.

Existem outras alternativas para conseguir crédito?

Como você viu, o custo efetivo total é essencial nas decisões sobre crédito para as empresas. Sem considerar esse fator, a operação pode resultar em problemas financeiros ou, até mesmo, dificultar a manutenção do negócio.

Nessas situações, uma alternativa para evitar ter custos elevados é a antecipação de recebíveis. Por meio desse processo a empresa consegue receber antecipadamente um valor que seria pago no futuro.

Por exemplo, suponha que a companhia precise de um valor para comprar equipamentos novos, mas não tem o valor em caixa. No entanto, há créditos suficientes pendentes em vendas parcelas. O empreendedor pode, então, optar por transformar seus recebíveis em títulos de crédito e oferecê-los para investidores.

Esse processo é chamado de securitização. Dessa forma, antes que os clientes quitem o pagamento referente a duplicatas, boletos, cheques e carnês, por exemplo, a companhia receberá o dinheiro por meio da antecipação de recebíveis.

A principal diferença para o empréstimo é que, na linha de crédito, o empreendedor recorre a um dinheiro de terceiros sem que tenha, necessariamente, a previsão de receber valores equivalentes. Caso as vendas não apresentem o desempenho esperado, isso pode gerar inadimplência.

Quais são as vantagens da antecipação de recebíveis?

Além de conhecer a diferença em relação ao empréstimo, é importante entender as vantagens que a antecipação de recebíveis proporciona. Primeiro, ela permite que a empresa receba um capital que já é dela por direito em um menor tempo, aplicando um deságio acordado no contrato.

Com isso, ela pode investir no negócio ou equilibrar o fluxo de caixa, por exemplo, sem se endividar. Isso porque o processo evita comprometer o balanço financeiro da empresa e destrava fundos. Assim, a companhia pode aumentar a capacidade de investimentos e manter as atividades.

Também vale ressaltar que a securitização é feita por uma instituição financeira especializada. Isso significa que ela é conduzida com toda a segurança e a eficiência necessárias.

Como você viu, entender o que é custo efetivo total é fundamental para compreender como os empréstimos podem desequilibrar o fluxo de caixa das empresas. Por esse motivo, vale considerar outras alternativas, como a antecipação de recebíveis, antes de recorrer ao crédito.

Quer ter acesso à melhor forma de conseguir crédito para a sua empresa crescer? Entre em contato conosco e saiba mais sobre a antecipação de recebíveis!

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