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Como funciona uma operação de securitização de crédito? Entenda

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Precaução nunca é demais. Essa é a premissa por trás do surgimento dos mais variados seguros. Por meio desses mecanismos, as pessoas tentam se proteger de eventuais infortúnios que venham a causar perdas (não só financeiras, em certos casos).

Atualmente, a lista de itens que podem ser segurados é relativamente vasta. No entanto, a chamada operação de securitização de crédito caminha em direção um pouco diferente. Afinal, ela está relacionada a um tipo de investimento.

Não faz ideia de como funciona? Chegou a hora de conhecer os principais detalhes de uma prática que pode ser muito interessante para seu negócio. Como poucos empreendedores estudam o assunto, você pode conquistar uma vantagem competitiva considerável perante a concorrência. Continue a leitura e saiba mais.

O que é uma operação de securitização de crédito?

Em primeiro lugar, você deve saber que o termo securitização é uma tentativa de se aproximar da palavra inglesa securities. Ela, por sua vez, está intimamente vinculada à titularização. Então, o ato de securitizar está intimamente relacionado à criação de títulos, ou seja, papéis de negociação distribuídos no mercado financeiro.

De onde provêm esses títulos? Da conversão de créditos a receber que assumem a forma de notas promissórias, cheques ou duplicatas. Todo esse crédito pendente pode se configurar em títulos de dívidas a serem negociadas por investidores. Basicamente, a operação de securitização de crédito é uma forma de se antecipar o pagamento futuro de uma dívida.

Sim, o processo é um tanto quanto complexo. Para facilitar a compreensão, pense na titularização como uma maneira de garantir o recebimento dos valores devidos. É nesse ponto, inclusive, que a operação de securitização de créditos se aproxima do objetivo atrelado a apólices de seguro. Aproxima-se, mas não é a mesma coisa.

Como a securitização funciona?

Sobram exemplos dos tipos de débito relacionados à securitização de créditos. Sem dúvida, os financiamentos imobiliários, com parcelas a perder de vista, é a ilustração perfeita. Você já pensou em como uma construtora lida com a ciência de que a maior parte dos pagamentos de suas unidades será finalizada só após 10 anos?

O futuro financeiro das pessoas já é incerto nos próximos meses. Em períodos de médio e longo prazo, fica impossível determinar qual será a situação econômica delas. Isso explica, por sinal, por que é tão difícil conseguir um financiamento imobiliário: as empresas envolvidas sabem que o risco operacional é enorme.

Na prática, o financiamento acontece, mas só por conta de investidores interessados nele. Para adiantar o recebimento de centenas de milhares de parcelas, as construtoras executam a titularização da dívida. O interesse dos investidores nos títulos de dívida se justifica pela oportunidade de lucrar com os juros vinculados às parcelas.

Note que esses juros são os mesmos que seriam recebidos pelas construtoras. Contudo, essas empresas preferem se concentrar apenas em sua razão de existir: a edificação dos imóveis. Além disso, vale lembrar que uma construção de grande porte gera um custo muito elevado. Não faria sentido erguer um prédio para receber os valores inerentes a ele somente depois de longos anos.

O mesmo raciocínio está por trás da antecipação de recebíveis. Em vez de esperar pelo pagamento de vendas já concretizadas, as organizações podem antecipar os valores. Em ambas as situações apresentadas, é possível observar que o recebimento antecipado de dívidas ajuda a consolidar o capital de giro do negócio.

Qual o papel de cada envolvido no processo de securitização de crédito?

A securitização não é feita diretamente entre empresas e investidores interessados. A intermediação do processo fica a cargo de uma securitizadora, organização autorizada a transformar dívidas em títulos mobiliários. Ela é quem promove o encontro dos investidores com a oportunidade de lucrar com grandes e rentáveis dívidas.

É importante esclarecer que a securitizadora não exerce, em momento algum, a cobrança de qualquer dívida. Uma vez que determinado investidor tenha adquirido o título de uma dívida, ele também absorve todos os riscos envolvidos na operação. O recebimento dos juros é a motivação que move o aporte financeiro, concluído após uma análise de risco aprofundada.

Como a operação de securitização evoluiu ao longo dos anos?

A transformação de dívidas em ativos mobiliários apareceu pela primeira vez nos Estados Unidos. Até meados da década de 1970, a securitização se limitou a resolver dificuldades de financiamentos imobiliários.

Isso acontece até hoje, mas a operação se diversificou entre vários setores, como o industrial e o comercial. As companhias aéreas podem, por exemplo, securitizar os valores vinculados a pagamentos efetuados por meio da função crédito.

No fim de 2017, o Senado brasileiro autorizou a securitização por parte das esferas estadual e municipal. Com isso, estados e municípios também conseguem antecipar o recebimento de dívidas. O projeto de lei prevê a oferta desses títulos de dívida à iniciativa privada. Outro detalhe se refere ao deságio. Isso significa que, ao participar da operação de securitização de crédito, a entidade governamental abate uma parte do montante devido.

Quais são os títulos mais conhecidos para securitização?

A expressão securitização de créditos ainda é estranha para muita gente, mas esse modelo de negócio está mais presente do que você imagina. É provável que você tenha, ao menos, algum conhecimento sobre os títulos CRA (Certificado de Recebíveis do Agronegócio) e CRI (Certificado de Recebíveis Imobiliários). Os dois são gerados por meio da securitização.

Um aspecto interessante relacionado à aquisição desses títulos é o incentivo oferecido pelo Governo sob a forma de isenção fiscal. O investidor que optar pelo CRI ou CRA não precisa se preocupar com o abatimento ocasionado pelo IOF. Os respectivos títulos tampouco sofrem qualquer desconto associado ao imposto de renda.

Os Fundos de Direitos Creditórios (FIDCs) são outra alternativa de securitização razoavelmente conhecida. Como é possível deduzir, essa variante de fundo é composta exclusivamente de títulos de dívidas de empresas.

Caso seu empreendimento tenha uma duplicata, pode oferecê-la a um desses fundos em troca da antecipação dos valores inerentes à dívida. Isso tende a ser extremamente vantajoso para ambas as partes envolvidas. Antes de fechar negócio, apenas verifique qual é a porcentagem de abatimento do valor inicial. Isso porque o FIDC antecipa o montante após efetuar um pequeno desconto.

Que tal receber hoje o valor correspondente a uma dívida, livrando-se, inclusive, do risco de inadimplência ligado a ela? Nada mal, não? Essa conquista é proporcionada pela operação de securitização de crédito. O processo também tem o mérito de ajudar a movimentar a economia. Logo, toda a sociedade é beneficiada.

Agora que você conhece melhor a securitização de crédito, compartilhe essa ideia com seus amigos nas redes sociais!

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