Entenda como fazer um planejamento financeiro empresarial

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Todo empreendedor sabe que o objetivo principal de qualquer empresa é o lucro. Mas, antes dele, há custos que exigem uma boa gestão financeira. Além disso, é fundamental que a gestão do negócio saiba o que fazer com a rentabilidade duramente conquistada. Para solucionar esses e outros problemas correlacionados, basta elaborar um ótimo planejamento financeiro empresarial.

Ao planejar o rumo das finanças, a empresa enxerga nitidamente qual é o melhor direcionamento do capital disponível naquele momento. O planejamento financeiro é essencial tanto para prever gastos como para reservar os recursos destinados ao reinvestimento do negócio.

Desse modo, a empresa consegue honrar seus compromissos financeiros e manter os olhos voltados para o futuro. Basicamente, esse é um dos segredos para obter um crescimento econômico gradual e sustentável.

Existem alguns pontos que facilitam o processo de desenvolvimento do planejamento financeiro de uma empresa. Fique por dentro de cada um deles na sequência!

Quem são as pessoas por trás da criação do planejamento financeiro empresarial?

A definição das pessoas que participação do processo é um dos aspectos mais determinantes do sucesso do planejamento financeiro. Independentemente da estrutura hierárquica da empresa, é preciso se lembrar que o planejamento existe para ser aplicado. Em outras palavras, são os colaboradores dos mais variados departamentos da organização que dão vida ao plano.

A partir dessa perspectiva, é possível deduzir que os setores do negócio precisam ter, ao menos, um representante atuante na concepção do planejamento. As pessoas designadas serão responsáveis por manter um diálogo livre de ruídos entre os departamentos.

Muitas vezes, a empresa até tem um excelente planejamento financeiro em mãos. Contudo, os resultados são insatisfatórios devido ao desalinhamento dos funcionários. Diante disso, os líderes precisam encontrar as melhores formas de envolver as pessoas no projeto.

Dito de forma resumida, o funcionamento do planejamento financeiro vai muito além da reserva de datas no calendário. Espera-se que os encontros marcados para pensar no planejamento em conjunto sejam realmente produtivos. Para tanto, os membros de cada setor devem conversar previamente entre si, a fim de chegar com ideias prontas para serem debatidas.

Presume-se também que os colaboradores não se limitem a pensar somente no próprio setor de atuação. É importante que todos visualizem a codependência das áreas que movem o negócio. Isso significa, por exemplo, que de nada adianta comemorar o aumento da taxa de conversão de vendas, se não houver disponibilidade dos produtos em estoque. Torna-se igualmente inócuo produzir excessivamente um item com baixa saída.

Portanto, o desenvolvimento do planejamento das finanças é uma ótima oportunidade de aproximar as áreas da empresa. Os colaboradores devem ser convidados a efetuar um exercício de empatia. Com isso, a busca de soluções não se restringe à contabilidade ou ao setor de finanças.

O convívio entre as áreas também é preponderante para evitar ideias que, na prática, seriam inviáveis. Desde que todas as partes da empresa estejam bem representadas, já se evita a implantação de concepções distorcidas quanto à realidade do negócio.

Quais ferramentas podem ser utilizadas durante o processo?

Até aqui, talvez você esteja pensando que o desenvolvimento de um planejamento financeiro completo é algo bem complexo. De fato, essa é uma tendência, que varia de acordo com o porte do negócio e suas ramificações internas.

Seja como for, a boa notícia é que você está em uma época privilegiada. Além das facilidades proporcionadas por sistemas e softwares de gestão, é possível amparar o planejamento financeiro em ferramentas extremamente úteis.

Dois ótimos exemplos são a Análise SWOT e o chamado Ciclo PDCA. A primeira é bem conhecida do público, o que não diminui em nada a sua relevância. Sempre é possível retornar à Análise SWOT para ter uma visão panorâmica não só da empresa, mas dos elementos que rondam suas fronteiras.

Para relembrar, a referida análise é pautada na identificação das forças, oportunidades, fraquezas e ameaças atreladas ao seu negócio. A partir desses quatro itens, você descobre, basicamente, o que precisa melhorar, além de vislumbrar o que deve ser evitado. Logo, a Análise SWOT fornece uma base mais do que interessante para a criação de um planejamento financeiro empresarial.

Essa base pode ser aperfeiçoada via adoção do Ciclo PDCA, o qual já prevê as etapas de planejamento (P), realização (D — de do, em inglês), checagem (C) e ação (A). Como é possível observar, esse ciclo confere uma abordagem mais ampla, já que trata também da aplicação e da avaliação do planejamento.

A primeira parte (P) do ciclo deve ser dedicada à apresentação de metas e objetivos. Enquanto isso, a segunda (D) condiz à implantação do que foi planejado. Repare que, durante essa mesma etapa, é necessário verificar os resultados mediante coleta e análise de dados.

Dificilmente o planejamento inicial será perfeito. É justamente por isso que os resultados devem ser constantemente monitorados, a fim de providenciar os ajustes finos exigidos. Porém, as modificações devem ser definidas na etapa seguinte do ciclo.

A terceira fase do PDCA é usada para avaliar qual tem sido a eficácia do planejamento até então. Aqui, é importante avaliar quais arestas devem ser aparadas. Ocasionalmente, os prazos de pagamento precisam ser reajustados para diminuir o intervalo entre recebimentos e pagamentos. Assim, você mantém uma boa relação com os fornecedores.

Imagine que a sua empresa demore muito para receber e, em dado período, ainda tenha de lidar com o aumento da taxa de inadimplência dos clientes. A solução do problema dependerá de ações específicas, eventualmente desconsideradas no início, como a contratação de uma assessoria de cobrança. Em um médio ou longo prazo, talvez seja interessante considerar a adesão a um FIDC.

Por fim, o último giro do ciclo PDCA deve ser reservado para o aprimoramento do planejamento anterior. Caso os resultados imaginados tenham gerado frustrações, chegou a hora de apontar as possíveis melhorias. Se o número de clientes aumentou, mas o faturamento ficou aquém da projeção inicial, deve-se detectar os motivos. Definidos os ajustes, a empresa volta a colocar o (re)planejamento em prática e segue o mesmo ciclo.

Quais erros devem ser evitados?

Como você viu, a necessidade de refazer o planejamento é algo relativamente comum. A fim de reduzir a quantidade de ajustes, é recomendável:

  • realizar o planejamento financeiro com bastante antecedência;
  • embasar o processo em uma metodologia já testada, como o PDCA;
  • projetar os mais diversificados cenários.

A partir dessas observações, fica bem mais fácil administrar a visita desagradável de certos imprevistos. Quanto mais organizado for o processo de criação do planejamento financeiro, menos sensíveis serão as dores de cabeça logo adiante.

Todo o conjunto de fatores levantados demonstra por que o planejamento financeiro empresarial merece a devida atenção dos empreendedores. Felizmente, agora você já sabe o que fazer!

Aproveite para compartilhar este conteúdo nas redes sociais e ajude a divulgar essas informações tão importantes!

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