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Securitizadora: entenda o que é e o que ela faz!

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Foi por volta da década de 1970 que a palavra securitização começou a ser utilizada. De origem americana, o termo é uma adaptação da palavra securitization, nome dado a uma prática ligada ao mercado de hipotecas dos EUA.

Ao longo da década de 1980, a atividade passou a ser utilizada em outros setores, expandindo-se para financiamentos de automóveis e cartões de crédito. Hoje em dia, mais profissional, não é difícil encontrar empresas que trabalham apenas como securitizadora.

Para explicar um pouco melhor sobre essa possibilidade de acesso ao crédito para diversos tipos de empreendimentos. Neste artigo, eu quero explicar o que é e como ele funciona. Entenda!

O que é uma securitizadora e para que ela serve?

De maneira geral, a securitização é quando os ativos empresariais são transformados em títulos mobiliários ou debêntures. Simplificando, é quando uma empresa adquiri os seus recursos do mercado público ou privado em vez de procurar instituições financeiras tradicionais, como os bancos, para obter crédito.

Contudo, há algumas diferenças quando falamos de empresas que praticam essa atividade: as securitizadoras. Vamos usar um exemplo prático para explicar melhor — imagine que uma companhia vendeu uma grande quantidade de mercadorias para um cliente.

No entanto, esse consumidor pagou essa remessa a prazo, portanto, ele tem uma dívida com essa empresa. O empreendimento, em vez de esperar ela ser quitada, vende esse débito para a securitizadora, ou seja, passa os seus direitos creditórios. A instituição, então, converterá essa despesa em um título e o oferecerá no mercado para investidores.

Como funciona uma securitizadora?

No Brasil, é importante saber que a securitização está baseada nos artigos 286 a 298 do Código Civil, assim como, Lei n. 6.404/76 (Lei das Sociedades Anônimas), Lei n. 9.514/97, Lei n. 9.718/98 e no Decreto 3.000/99 (Regulamento do Imposto de Renda). Além disso, há três integrantes principais nas transações geradas pela securitização. Entenda!

Direito Creditório

Antes de entendermos quem são os 3 componentes de uma securitização, eu preciso explicar para vocês o que é o direito creditório. Como um dos principais pontos em relação às atividades de uma securitizadora, ele ocorre quando o valor de uma transação é parcelado.

A companhia, então, é incumbida de receber essa quantia durante um determinado prazo. Ou seja, ela tem o direito sobre aquela dívida até que seja paga. O direito creditório seria uma espécie de título que representa esse procedimento.

Geralmente, securitizadoras podem adquirir direitos creditórios de diferentes operações: hipotecas, financiamentos de automóveis, créditos educacionais, dívidas de cartão de crédito e de vendas a prazo feita por empresas, contratos de fornecimento futuro de mercadorias e insumos.

Elementos de uma securitização

Existem três elementos importantes em uma operação de securitização. Aqui, eu vou apresentar cada um. Continue!

Empresa

A empresa representa a que tem o direito creditório e que, inicialmente, o oferecerá à securitizadora. Sendo assim, a dívida a prazo pertence a ela e deverá ser vendida à vista para instituição financeira responsável por convertê-la em um investimento.

Securitizadora

Chamamos também de intermediária a securitizadora é a responsável por comprar a dívida da empresa e utilizá-la como lastro para criar títulos mobiliários. Ela também é a encarregada de permitir que os títulos fiquem disponíveis para investidores ou outras instituições financeiras. Os recursos para pagar as despesas adicionais da transação, assim como o valor à vista da dívida é alcançado por meio dessas negociações.

Investidores

Último integrante da securitização, os investidores são os responsáveis por fornecerem o capital para os títulos e, consequentemente, para a securitizadora. Nesse caso, podem ser tanto pessoas físicas quanto jurídicas. Saiba que são eles que devem cobrar a dívida dos devedores após adquirir as debêntures, e não a securitizadora.

Quais são as principais diferenças entre uma securitizadora e uma factoring?

Factoring é a prestação de serviço de uma empresa, na qual ela compra o crédito das vendas a prazo de outra, se responsabilizando por todas as questões administrativas desses débitos, como entrar em contato com os devedores, analisar e gerenciar os créditos etc.

Diante disso, não é difícil perceber que há uma certa semelhança com o que acontece em uma securitizadora. Afinal, ambas adquirem as dívidas a prazo, porém, a semelhança acaba aí.

Primeiro porque uma empresa de factoring, além de antecipar os recebíveis, ainda faz outros serviços, por isso, cobra na mesma proporção. O que é oferecido por elas, geralmente, tem um custo muito alto, a contratante precisa utilizar todos os serviços para ser vantajoso.

Enquanto em uma securitizadora, não existe essa associação, sendo assim, a empresa contratante fica responsável apenas por vender sua dívida a prazo e receber à vista, enquanto a securitizadora converterá esse débito em debêntures para os investidores.

Quais são os benefícios de contratar uma securitizadora?

Um dos principais benefícios que a securitização oferece a uma empresa é a possibilidade de quitação de sua venda a prazo imediatamente. Isto é, a companhia, que contrata uma securitizadora, tem a garantia que, independentemente do tipo de transação feita, ela será debitada.

A agilidade em liberar o crédito é uma das características e, muitas vezes, não há burocracia no processo. Além disso, existem securitizadoras que oferecem outros serviços, como o envio dos recebíveis pelo site, e-mail, WhatsApp, oferecendo melhor praticidade para o cliente.

É importante destacar que as empresas que procuram essas instituições, ainda conseguem garantir um bom fluxo de caixa, uma melhor administração do seu balanço financeiro e mais capital de giro.

Acompanhamos o que é e como funciona uma securitizadora e como ela pode auxiliar uma empresa a conseguir crédito. Com um trabalho diferenciado, deu para perceber que esse tipo de instituição garante que as vendas a prazo sejam quitadas rapidamente e, ainda, transformá-las em aplicações para investidores.

A securitizadora garante que a companhia consiga o retorno pelo seu trabalho e que pessoas que investem tenham a oportunidade de aumentar os seus rendimentos. Ou seja, ambos os lados ficam satisfeitos.

Eu espero que este texto tenha esclarecido tudo o que você precisa saber sobre o trabalho de uma securitizadora. Gostou deste conteúdo? Ficou com alguma dúvida ou tem alguma sugestão? Então, não deixe de comentar!

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