Tributação nos investimentos: entenda a tabela IR da renda fixa

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Conhecer as regras quanto ao pagamento de impostos nos investimentos é essencial para escolher os ativos adequados para a sua estratégia. Considerando as aplicações financeiras tributáveis de renda fixa, você deve saber como funciona a tabela de IR. renda fixa.

Por ser regressiva, ela varia com o passar do tempo. Então, dependendo do prazo pelo qual você mantiver o dinheiro investido, a alíquota do Imposto de Renda será diferente. Além de conferir essas variações, vale saber quais são os investimentos isentos desse tipo de cobrança.

Neste artigo, você entenderá a incidência da tabela de IR nos investimentos de renda fixa. Confira o que é mais importante!

Como ocorre a tributação nos investimentos em renda fixa?

Ao pensar na tributação de investimentos de renda fixa, o Imposto de Renda é o principal tributo incidente. Ele é cobrado sobre os investimentos classificados como tributáveis e é calculado sobre o rendimento obtido durante o tempo em que o dinheiro fica aplicado.

Outra característica relevante é que o Imposto de Renda é retido na fonte. Então, significa que, ao resgatar o montante investido, você já recebe o valor líquido — com o desconto do imposto devido.

Além disso, a alíquota do imposto a ser pago depende do tempo que o dinheiro passa alocado. Isso acontece por causa da incidência da chamada tabela regressiva de IR, cujos detalhes você verá adiante.

Conhecer quais são as regras de tributação dos investimentos com cobrança de IR é importante para avaliar o retorno real. Como o valor é descontado do rendimento obtido, o resultado representa o ganho líquido que foi obtido.

Como funciona a tabela regressiva de IR na renda fixa?

Como você viu, os investimentos de renda fixa que são tributáveis têm a incidência da tabela regressiva de Imposto de Renda. Para entendê-la, você deve saber que, quanto maior for o período, menor será a alíquota cobrada — até chegar ao limite previsto.

A seguir, veja quais são as faixas incidentes:

  • até 180 dias: 22,5%;
  • de 181 a 360 dias: 20%;
  • de 361 a 720 dias: 17,5%;
  • acima de 720 dias: 15%.

No entanto, a tabela é um pouco diferente para os fundos de investimento em renda fixa que são de curto prazo. Eles duram, no máximo, 360 dias e, nesse caso, há duas faixas principais.

Veja:

  • até 180 dias: 22,5%;
  • de 181 a 360 dias: 20%.

Por que conhecer o funcionamento da tabela de IR na renda fixa?

Ter essas faixas em mente é crucial para planejar melhor sua estratégia de investimento. Se você realizar o resgate antecipado de um título prefixado, por exemplo, pode perder dinheiro tanto pelas condições do mercado quanto pelo imposto maior que será cobrado.

Por outro lado, manter um investimento por, no mínimo, 720 dias garante que você reduza, tanto quanto possível, o imposto a ser pago. Isso é importante principalmente quando você escolhe determinado investimento para manter sua reserva de emergência ou planos de curto prazo.

Caso precise resgatar o montante antes dos 720 dias, terá que pagar um valor maior de imposto. Assim, é preciso conhecer o funcionamento para entender o valor líquido que está disponível.

Quais são os investimentos tributáveis de renda fixa? E os isentos?

A tabela regressiva de IR é aplicada aos investimentos que são classificados como tributáveis, o que inclui títulos públicos e algumas opções privadas.

O conjunto de títulos do Tesouro Direto tem Imposto de Renda, em todas as suas classificações. Outras alternativas que apresentam cobrança do imposto são o certificado de depósito bancário (CDB), a letra financeira (LF) e a letra de câmbio (LC).

Por outro lado, há alguns investimentos que apresentam a chamada isenção de IR. Ou seja, são aplicações com as quais é possível obter um rendimento que não sofre o desconto por parte da Receita Federal.

Entre os dois principais exemplos estão o certificado de recebíveis imobiliários (CRI) e do agronegócio (CRA). Eles fazem parte do crédito privado da renda fixa e são isentos de IR para pessoas físicas.

Ao mesmo tempo, apresentam um perfil de risco diferente que confere um aumento sobre o potencial de ganhos. Com isso, existe a chance de ter uma rentabilidade líquida maior que a de outros produtos da renda fixa — tanto pelo retorno total quanto pela ausência de tributação.

Como fazer a declaração de Imposto de Renda com a renda fixa?

Até aqui, você entendeu como funciona a tabela de IR na renda fixa e como os investimentos tributáveis são impactados por sua aplicação. Porém, convém saber que, apesar de o imposto ser retido na fonte, não significa que o investimento possa ficar de fora da declaração de IR.

Na verdade, qualquer investimento de renda fixa com saldo superior a R$ 140,00 deve fazer parte da declaração de Imposto de Renda, caso o contribuinte seja obrigado a declará-la. Isso vale até para os investimentos isentos, que devem ter os rendimentos declarados na ficha específica para a isenção.

Portanto, é fundamental saber que a cobrança de IR e a declaração de ajuste anual são questões diferentes. Se você for obrigado a declarar o IR, deverá incluir o CRI e o CRA, por exemplo, mesmo que não pague imposto sobre o rendimento.

Neste post você aprendeu mais sobre o impacto da tabela de IR nos investimentos de renda fixa e como ela varia com o tempo. Também foi possível escolher investimentos isentos, como o CRI e o CRA, os quais podem apresentar rentabilidades líquidas mais atrativas — e podem fazer parte do seu portfólio.

Como você viu, os títulos de crédito privado podem trazer benefícios. Então que tal saber mais sobre eles? Conheça as alternativas que a Multiplike disponibiliza!

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