Cota subordinada: o que é e como funciona esse tipo de cota de FIDC?

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No mercado financeiro, existem investimentos que são exclusivos para um determinado tipo de investidor. Isso porque algumas alternativas demandam que o interessado tenha alto patrimônio ou um elevado nível de conhecimento sobre investimentos.

Entre essas alternativas estão os FIDCs, restritos a investidores qualificados — que possuem R$ 1 milhão investidos ou certificação profissional para atuar no mercado financeiro. Se você atende aos requisitos e se interessa por esse investimento, é importante saber o que é uma cota subordinada.

Quer saber mais? Então continue a leitura para entender o funcionamento do FIDC e o conceito de cota subordinada.

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O que é FIDC?

A sigla FIDC significa fundo de investimento em direitos creditórios. Trata-se de uma modalidade de investimento coletivo de renda fixa. Na prática, o funcionamento é semelhante ao de um condomínio.

De um lado existem os cotistas que ficam responsáveis pelo pagamento dos custos e taxas. Do outro lado, há um gestor profissional, encarregado pela escolha dos investimentos que serão realizados conforme a estratégia do fundo.

Nesse sentido, o foco de um FIDC é alocar recursos em direitos creditórios — que representam os recebíveis de uma empresa. Na estrutura econômica do país, muitas companhias optam por diversificar os meios de pagamento, visando aumentar a quantidade de vendas.

Por exemplo, é comum uma companhia vender a prazo, aceitando pagamentos por cartão de crédito, boletos, cheques, duplicatas, notas promissórias, entre outros. Assim, cada valor a receber referente a uma venda a prazo se traduz em um direito creditório.

Esses direitos podem ser negociados por meio do processo de securitização. Logo, caso o titular dos recebíveis queira vendê-los, poderá procurar uma companhia securitizadora — a exemplo da Multiplike.

Com isso, a securitizadora pagará pelos direitos creditórios à vista, aplicando um pequeno deságio. Na sequência, ela converterá esses recebíveis em títulos negociáveis e os disponibilizará no mercado. Nesse cenário, o FIDC é o fundo que investe majoritariamente nesses títulos.

Quando a dívida que dá lastro ao título for paga, os valores serão repassados diretamente ao FIDC. Com isso, o fundo fará a distribuição dos rendimentos seguindo o seu regulamento e conforme a estruturação de suas cotas.

Quais são os tipos de cotas de um FIDC?

Em geral, um FIDC é composto por dois principais tipos de cotas: as cotas seniores e as cotas subordinadas. A depender da cota adquirida, o investidor pode se deparar com rentabilidades e riscos diferentes.

A proporção de cotas que compõem um FIDC é definida logo na sua estruturação e pode ser consultada no seu prospecto. Porém, devido às características de cada uma delas, é comum que a maior parte do fundo seja composta por cotas seniores e a menor por cotas subordinadas.

Isso porque as cotas subordinadas funcionarão como uma espécie de garantia prestada pelo fundo. Assim, os seus titulares absorvem eventuais inadimplências dos títulos adquiridos, garantindo assim ao cotista sênior a rentabilidade oferecida no investimento.

O que é e como funciona a cota subordinada?

Depois de ter conhecido o conceito de FIDC e os dois principais tipos de cota, é importante aprender como funciona a cota subordinada.

Como você viu, a cota subordinada é um dos tipos de cotas que pode ser adquirida quando se investe em FIDCs. Ela ainda pode ser subdividida em duas classes: a subordinada preferencial (cota mezanino) e a subordinada ordinária (cota subordinada/júnior).

Em regra, a cota mezanino se subordina às cotas seniores em relação ao resgate, recebimentos e amortização — mas detém preferência sobre as cotas subordinadas (ordinárias). Nesse sentido, quem adquire cotas mezanino receberá os rendimentos propostos após o pagamento de todos os cotistas seniores, mas antes dos cotistas subordinados.

Já o detentor de cotas subordinadas (ordinárias) será o último a ser pago. Isso significa que ele somente receberá os juros oferecidos depois que os detentores de cotas seniores e cotas mezanino tiverem recebido a sua parte.

Por conta disso, talvez você esteja se perguntando qual seria a vantagem de optar por cotas subordinadas, se sempre serão os últimos a receber, não é mesmo? A resposta costuma estar relacionada à proposta de maior rentabilidade — embora os riscos também sejam maiores.

Quando um FIDC não alcança o resultado previsto, os cotistas seniores terão sua rentabilidade fixa assegurada. Já os cotistas subordinados podem não recebê-la ou receber uma quantia menor que a ofertada.

No entanto, nas ocasiões em que a rentabilidade do FIDC superar as expectativas, o pagamento dos cotistas seniores será o mesmo — seguindo o valor fixo proposto. Em relação aos cotistas subordinados, o recebimento será maior, compensando os riscos assumidos.

Qual é a diferença entre cota sênior e subordinada?

Como você pode ver, a principal diferença entre a cota sênior e a subordinada é a preferência no recebimento dos juros, resgate e amortização. Desse modo, o cotista sênior sempre receberá primeiro, ao passo que o cotista subordinado tem a possibilidade de receber mais.

Além disso, a cota sênior se comporta como um título de renda fixa, em que o titular tende a receber um valor fixo independentemente do cenário encontrado. No que diz respeito ao dono de cota subordinada, sua remuneração pode aumentar ou diminuir conforme os resultados do FIDC.

Por que é importante entender sobre os tipos de cotas?

Conhecer o modo de funcionamento de um investimento é fundamental para que você invista seu capital. Afinal, a depender do seu perfil de investidor e objetivos no mercado, uma alternativa pode representar um investimento mais adequado que outra.

No caso dos FIDCs, por exemplo, quem possui um perfil conservador e não está disposto a correr grandes riscos, pode encontrar um investimento mais previsível e estável na cota sênior. Já um investidor arrojado pode ter interesse em aumentar o nível de risco com a cota subordinada, visando aumentar os seus ganhos.

Sabendo agora o que é e como funciona a cota subordinada, você poderá decidir se vale a pena incluí-las em sua carteira. Porém, caso você se sinta inseguro ou tenha dúvidas no momento em que for aplicar seu capital nessa alternativa, vale a pena buscar por auxílio profissional.

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