O que é risco de crédito nos investimentos? Entenda!

Veja mais

Quando falamos em investimentos é importante ter em mente que não existe uma aplicação financeira isenta de risco. Isso significa que, em menor ou maior grau, sempre existe a possibilidade de um fator externo impactar negativamente nos seus resultados.

Dentre eles, destaca-se o risco de crédito — que é um dos que podem causar prejuízos importantes para os investidores. Portanto, é fundamental entender esse conceito, conhecer os investimentos sujeitos a ele e descobrir formas de amenizá-lo.

Por isso, neste artigo, você verá o que é risco de crédito, qual a sua relação com os investimentos e como mitigá-lo para tomar uma decisão mais consciente ao investir!

O que é risco de crédito nos investimentos?

Como o nome sugere, o risco de crédito afeta as operações de crédito. Por exemplo, os empréstimos e financiamentos realizados por instituições financeiras. Também há investimentos que funcionam dessa forma — especialmente na renda fixa.

Antes de oferecer crédito, os bancos, por exemplo, analisam a possibilidade de inadimplência existente nas transações financeiras. Ou seja, eles avaliam as chances de uma empresa ou pessoa física não quitar sua dívida.

Isso porque eles podem perder o capital emprestado por não haver garantias de que o endividado irá pagá-los. Esse risco também está presente nos investimentos de renda fixa. Afinal, quando uma pessoa compra um título, está emprestando dinheiro para o emissor.

Se ele não tiver capacidade para honrar com o pagamento do capital investido e dos juros da remuneração, o investidor corre o risco de ter um retorno abaixo do esperado, nenhum retorno ou até mesmo a perda do capital. Portanto, é importante entender esse risco.

Como é feita a classificação do risco de crédito?

Agora que você sabe o que é risco de crédito, vale a pena saber como medir essa característica. Para ajudar os investidores a entenderem melhor os riscos envolvidos nas aplicações financeiras, eles podem contar com as agências de riscos.

Elas avaliam diversos elementos e concedem uma nota sobre o risco de crédito das empresas. Por exemplo, o Índice de Basileia classifica o indicador de solvência dos bancos com base na relação do patrimônio de referência e o valor dos ativos ponderados pelo risco.

Já o rating, uma metodologia desenvolvida por famosas agências de riscos, faz a análise de risco de crédito com base em técnicas quantitativas e também por meio de elementos qualitativos. Por exemplo, o setor da empresa e percepções sobre o emissor.

Com essa classificação, o investidor pode saber qual é o risco do investimento e comparar diversas alternativas. A classificação de riscos das agências pode ser resumida assim:

  • Nível A: baixo risco de inadimplência;
  • Nível B: risco médio de inadimplência;
  • Nível C e variações: risco elevado de inadimplência;
  • Nível D: risco altíssimo de inadimplência.

Quais são os investimentos que estão atrelados a esse risco?

Antes de tudo, é importante lembrar que todo investimento possui riscos, seja em menor ou menor grau. Isso também vale para as aplicações de renda fixa, que são consideradas mais seguras. Apesar de não serem tão voláteis, como as ações, elas apresentam risco — especialmente o de crédito.

Nesse sentido, os títulos públicos são os menos arriscados. Afinal, o emissor é o Governo Federal — considerada a instituição mais sólida do país. Já os títulos privados representam maior risco, especialmente com emissores de rating mais baixo.

Contudo, algumas das alternativas de investimento contam com o Fundo Garantidor de Crédito (FGC), trazendo mais segurança para o investidor em caso de calote. É o caso do certificado de depósito bancário (CDB), da letra de crédito imobiliário (LCI) e da letra de crédito do agronegócio (LCA).

Já aplicações mais rentáveis na renda fixa, como certificado de recebíveis imobiliários (CRI) e certificado de recebíveis do agronegócio (CRA), demandam mais atenção na escolha. Eles não têm a garantia do FGC e, por isso, também oferecem rendimentos mais elevados.

Assim, vale a pena ficar atento às classificações de risco dos produtos. Dessa forma, se torna mais fácil aproveitar as oportunidades disponíveis entre os títulos de crédito privado.

Quais são os outros tipos de risco de investimentos?

Além do risco de crédito, os investimentos também estão suscetíveis a outros tipos de risco. Inclusive, as alternativas podem ter níveis menores de um tipo de risco e maiores de outro.

Veja exemplos:

Risco de mercado

O risco de mercado está relacionado à economia em geral. Assim, os investimentos estão expostos a impactos por conta de eventos, como baixa da taxa de juros, crises econômicas, instabilidades políticas etc.

Risco de liquidez

O risco de liquidez está relacionado com a dificuldade de transformar um investimento em dinheiro rapidamente. Quanto menor for a liquidez, maior será o risco de não conseguir resgatar o dinheiro quando precisa.

Risco operacional

Por fim, o risco operacional refere-se às falhas operacionais e até mesmo fraudes no processo de operação. Isso significa que problemas nos equipamentos ou escolhas erradas, por exemplo, podem significar a desvalorização dos seus investimentos.

Como mitigar o risco de crédito nos investimentos?

Depois de conhecer o que é o risco de crédito e entender como ele funciona — além de acompanhar outros tipos de risco, é importante saber que há formas de reduzir as chances de perda ao investir.

Confira algumas dicas para mitigar o risco de crédito nos seus investimentos!

Diversifique sua carteira de investimentos

Se toda a sua carteira for composta apenas por um tipo de investimento, seu risco será muito mais elevado, certo? Para que isso não ocorra, é válido diversificá-la com alternativas que funcionam de modo diferente. Dessa forma, os riscos serão diluídos.

Nesse sentido, os investimentos de crédito privado podem ser interessantes para compor seu portfólio, reduzir riscos e aumentar as chances de rendimentos mais elevados.

Avalie o rating dos títulos e o Índice de Basileia

Como você viu, há agências que classificam os riscos dos investimentos. Assim, você poderá ter uma visão mais consolidada antes de tomar a sua decisão. Portanto, não deixe de considerar as avaliações apresentadas por elas antes de investir — especialmente em títulos de renda fixa.

Busque por alternativas pulverizadas de títulos

Você já sabe que não é preciso deixar de aproveitar oportunidades de investimento — como o CRI e o CRA — por medo do risco. Nesse sentido, é possível optar por alternativas que ofereçam uma pulverização de recebíveis.

A partir dessa pulverização, sua carteira estará exposta a empresas diferentes, com riscos distintos. Logo, assim como na estratégia de diversificação de portfólio, você terá mais segurança para sua carteira e poderá elevar os ganhos com seus investimentos.

Conte com a ajuda de uma securitizadora de confiança

Quem investe com a ajuda de uma securitizadora de confiança também pode diminuir os riscos dos seus investimentos em crédito privado. Isso porque ela poderá oferecer ao investidor alternativas com riscos pulverizados e maior segurança.

Portanto, vale considerar uma pesquisa cuidados para encontrar boas securitizadoras do mercado — como a Multiplike.

Como você viu, entender o que é o risco de crédito nos investimentos é fundamental para qualquer investidor. Afinal, ele pode impactar não apenas sua decisão de escolha na hora de investir, mas principalmente, os seus resultados. E, agora, você já sabe como adotar estratégias para amenizar esse risco nos investimentos!

Quer investir em títulos de crédito privado e diversificar suas escolhas de investimento? Então conheça nossas alternativas na Multiplike!

Voltar