O que é risco de mercado e por que você não deve ignorá-lo ao investir?

Veja mais

Todo investimento apresenta algum tipo de risco ao investidor. O risco de mercado, por exemplo, é capaz de afetar o desempenho de diversas aplicações financeiras. Ele está ligado a tensões políticas, crise econômica e outros fatores gerais.

Por isso, realizar projeções de investimentos e, principalmente, avaliar tendências pode auxiliar na escolha de melhores produtos para compor uma carteira. Essa prática pode ser responsável por mitigar os riscos envolvidos.

Quer entender melhor o que é risco de mercado e como ele pode impactar seus investimentos? Nós, da Multiplike, vamos ajudá-lo! Acompanhe a leitura para aprender mais sobre o tema e ver como considerá-lo ao montar seu portfólio!

O que é o risco de mercado?

O risco de mercado é um termo usado para indicar as chances que um investimento tem de se desvalorizar. Investimentos em ações, geralmente, contam com um risco mais alto. As alternativas de renda fixa, por sua vez, são mais estáveis.

Diversos pontos podem afetar essa realidade. Alguns dos mais comuns são:

  • crises políticas e econômicas;
  • mudanças nas taxas de juros;
  • inflação;
  • instabilidade de preço;
  • novas tendências de mercado.

Entender esse conceito é muito importante na hora de escolher os ativos para compor uma carteira. Mesmo investidores mais arrojados e que se sentem confortáveis com riscos, por exemplo, podem considerar investimentos na renda fixa — buscando trazer uma maior segurança para o portfólio.

Como ele funciona?

Imagine que você deseja fazer um investimento em títulos do Tesouro Direto. Dessa forma, ao acessar sua corretora e avaliar as opções disponíveis, verá que há um prazo de vencimento. Isso significa que aquela rentabilidade apresentada será garantida no vencimento da aplicação.

Esse tipo de segurança não acontece nos investimentos de renda variável. Ou seja, ao fazer um aporte em ações, por exemplo, o investidor está assumindo um risco. Assim, a rentabilidade pode ser superior àquela obtida na renda fixa, mas também pode ser menor ou mesmo negativa.

Isso acontece porque esses investimentos estão mais suscetíveis às oscilações do mercado. Assim, caso uma grande crise financeira — como aquelas ocorridas em 2008 e 2020 — volte a se repetir, as empresas e suas ações podem sentir muito impacto em um primeiro momento.

Dessa forma, o risco de mercado de um investimento está diretamente atrelado aos acontecimentos políticos, econômicos, sociais e setoriais ao seu redor. Por isso, o investidor deve manter-se atualizado em relação às tendências para conseguir tomar melhores decisões.

Quais investimentos têm risco de mercado?

O risco de mercado pode atingir todo tipo de investimento em algum grau. Assim, isso não significa dizer que os riscos são iguais para todos. Há produtos que trazem maior segurança, mesmo em cenários de instabilidade.

Os títulos de renda fixa, por exemplo, podem apresentar redução de taxas em determinados cenários. Mas, diferente da renda variável, eles não costumam estar tão vulneráveis a grandes oscilações — que tornem, por exemplo, a rentabilidade negativa.

Assim, os investimentos em renda variável estão mais expostos a esses impactos — especialmente quando se fala sobre a bolsa de valores. Afinal, os preços dependem da lei de oferta e demanda praticada no mercado, que apresenta volatilidade.

Existem outros tipos de risco?

É importante destacar também que o risco de mercado não é o único que pode afetar os investimentos. Dessa forma, existem outros elementos que o investidor deve considerar ao montar sua carteira.

Saiba mais!

Risco de liquidez

A liquidez se refere à velocidade com que um ativo pode ser transformado em dinheiro novamente. Dessa forma, o risco de liquidez indica aqueles que podem trazer dificuldades de venda para o investidor — especialmente em momentos de queda nos preços dos ativos.

A liquidez de uma ação, por exemplo, pode reduzir em uma grande queda. Afinal, muitas pessoas estarão vendendo e pode haver menos interessados na compra.

O risco de liquidez também é muito importante na renda fixa. Em certos títulos, o resgate só pode ser feito no vencimento. Assim, você precisa esperar o prazo para ter acesso ao dinheiro. E quanto mais longo ele for, maiores podem ser os riscos de precisar da quantia e não poder resgatar.

Risco de crédito

O risco de crédito é especialmente presente na renda fixa. Ele acontece quando uma das partes envolvidas não consegue cumprir com suas obrigações no acordo. Por exemplo, se o emissor do título dá calote nos investidores.

Risco operacional

O risco operacional se dá quando acontece algum tipo de equívoco ou erro durante a realização de investimentos — como ordens de compra na bolsa. Dessa forma, o investidor pode ter problemas ou prejuízos por ter falhado na operação.

Como minimizar os riscos na hora de investir?

Como você viu, o risco de mercado e os outros tipos de risco podem impactar negativamente os seus investimentos. No entanto, existem práticas que ajudam a mitigar esses possíveis impactos e obter maior segurança ao investir.

Confira!

Diversificar o portfólio

Uma das práticas que mais pode trazer resultados positivos é a diversificação da carteira. Isto é, montar um portfólio que contempla uma variedade de investimentos diferentes entre si. A estratégia deixa seu portfólio menos suscetível às instabilidades.

Dessa maneira, se um investimento estiver em baixa, por exemplo, o impacto no portfólio será menor caso outros investimentos estejam apresentando uma boa performance.  Assim, o investidor consegue se proteger em cenários de crise e, possivelmente, atingir uma melhor rentabilidade.

Contar com produtos de renda fixa

Como você viu, não há um investimento que esteja 100% seguro ao risco de mercado. Contudo, os investimentos em renda fixa oferecem maior previsibilidade. Assim, eles servem para oferecer proteção — inclusive para parte da carteira de investidores arrojados.

Nela, há duas opções que podem ser rentáveis e mais seguras: certificados de recebíveis imobiliários (CRI) e do agronegócio (CRA). Trata-se de títulos emitidos por securitizadoras (empresas responsáveis por realizar adiantamento de crédito).

Por se tratar de crédito privado, os títulos costumam oferecer rentabilidade superior às alternativas mais tradicionais na renda fixa. Logo, eles podem ser uma opção de diversificação para ter segurança e previsibilidade, mas manter boas oportunidades de rendimento.

Como você viu, o risco de mercado deve ser avaliado pelos investidores antes de fazerem os seus aportes. Desse modo, é possível levar em consideração os tipos de produtos que serão utilizados para compor um portfólio mais seguro e rentável! Quer trazer mais segurança para os seus investimentos? Então abra sua conta e invista com a Multiplike!

Voltar